30/06/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 29/06/2009 às 20:25:45
O pesadelo continua
Sinceramente? Estou preocupado.
É que a gente costuma se alimentar de ilusões e não foi diferente nesse início de temporada nacional. Era de conhecimento geral o estágio técnico de nossas equipes, bem abaixo do que se poderia considerar ideal. O que se viu no campeonato paranaense já foi suficiente para projetar dificuldades na campanha nacional, mas, ainda assim, havia a esperança de também lá fora os demais competidores não estarem tão bem quanto se poderia supor.
Não foi bem assim. E a prova mais contundente foram os pontos pedidos em casa para adversários outrora batíveis, como Náutico, Goiás, Vitória, Santo André, Ponte Preta, Ceará, Brasiliense...
Sim, nas duas divisões, pois o Paraná Clube parece ver cada vez mais longe a possibilidade de retornar ao primeiro nível do futebol brasileiro. E para quem imaginava uma campanha convincente, com alvo nas posições de acesso, hoje tem de se preocupar em olhar para trás ao constatar a proximidade cada vez maior das últimas posições, ocupando uma das vagas da zona de rebaixamento. E nem mesmo o discurso do técnico Zetti, pedindo tempo de sete rodadas, explica tantos erros e tanta falta de gana desse time que parece não convencer ninguém e que entra em campo anestesiado, sem qualquer vibração. O enfoque agora é outro, sepultando o otimismo e caindo na real: fugir da terceira divisão.
O mesmo que se dá a Atlético e Coritiba na primeira divisão. O rodízio vem desde as primeiras rodadas do campeonato, deixando pelo menos um deles – quando não ambos – na zona da degola. Até o fim de semana o Atlético era o último colocado. Ganhou sofrido dos reservas do Corinthians e ficou no limiar, oferecendo a vaga para o Coritiba, que, desfigurado e sem qualquer estruturação tática, capotou feio em Porto Alegre.
Na semana que vem é possível que as posições de invertam, mas seja como for nada muda no alerta vermelho que pisca insistentemente nos dois clubes. E o pior é o que se ouve falar da janela internacional que vem por aí: vamos perder jogadores, vai ser difícil segurar – previnem os dirigentes, pressionados pela ação do mercado externo, por mais retraído que esteja como consequência da crise financeira mundial.
Que se prepare, portanto, o torcedor. Se sofrimento pouco é bobagem, vem muito mais pela frente, sem qualquer perspectiva imediata de encontrar qualquer lenitivo capaz de estancar esse pesadelo que insiste em atormentar nossos sonos.
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