Lançado novo medicamento para reposição hormonal

Redação O Estado do Paraná Publicação 13/08/2002 às 21:00:31 Atualizado 19/01/2013 às 20:34:37

O laboratório Libbs Farmacêutica acaba de lançar um medicamento para terapia de reposição hormonal que, além de ser de baixa dosagem, tem como princípio ativo uma substância cuja ação é diferenciada em cada tecido ou órgão do corpo da mulher, proporcionando maior segurança no tratamento dos sintomas do climatério, superando a terapia convencional condenada pelo recente estudo conduzido pelo The Women's Health Initiative (WHI) nos Estados Unidos.

O medicamento é o Libiam 1,25 mg, apresentado na forma de comprimidos de uso diário e contínuo. Seu princípio ativo é a tibolona, que segundo o ginecologista e obstetra Dr. Achilles Machado Cruz, cirurgião do Hospital Alvorada em São Paulo, tem o efeito de três hormônios: o estrogênio, a progesterona e o androgênio. "Conforme o tecido, ele atua de maneira diferenciada, como se fosse três substâncias em uma”, afirma o Dr. Achilles.

Essa propriedade da tibolona é chamada especificidade tecidual, e sua eficácia foi comprovada por vários estudos internacionais (Gallagher, J.C. 2001; Berning, B 1996, entre outros). Nos sintomas do climatério, por exemplo, a ação estrogênica atua diminuindo os fogachos (ondas de calor), a secura da vagina e previne a osteoporose (perda de cálcio nos ossos). Nas mamas, porém, a tibolona tem uma ação anti-estrogênica e, com isso, reduz a hipersensibilidade mamária promovida pelo estradiol (um dos tipos de estrogênio produzidos pela mulher), que é motivo de queixa de grande parte das pacientes que fazem a TRH convencional. “Essa ação anti-estrogênica evita o aumento da densidade mamária e diminui as dores nas mamas, o que se pode concluir que a tibolona tem um efeito protetor das mamas”, explica Dr. Achilles.

Esse princípio ativo age também como a progesterona no interior do útero (endométrio), ao impedir a sua proliferação, fazendo com que a mulher tenha menos sangramento. Conseqüentemente, a paciente tem menos chances de ter doenças do endométrio, como o câncer. A ação androgênica da tibolona, por sua vez, é percebida com a melhora do humor e aumento do desejo sexual (libido e prazer) da paciente.

Todas as características acima são encontradas tanto na versão do Libiam 1,25 como na de 2,5 mg, o que oferece a possibilidade de individualizar o tratamento. O médico poderá indicar o medicamento na dosagem mais adequada ao perfil da paciente. "A busca pela baixa dose é uma tendência mundial", afirma o ginecologista e professor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, Dr. Rui Alberto Ferriani. "Se a paciente não necessita de altas doses, ela tem a opção de uma dose mais baixa, sofrendo menos efeitos colaterais e tratando os sintomas da mesma forma.” Segundo ele, mesmo abaixando a dose, a propriedade da tibolona continua eficaz para prevenir a perda óssea após a menopausa. O uso do medicamento diminui os riscos de osteoporose devido ao efeito positivo e estatisticamente significativo comprovado por pesquisas internacionais (estudo Berning de 1996, por exemplo) no ganho de densidade óssea da coluna lombar e do colo do fêmur das pacientes que utilizaram a medicação.

O Dr. Ferriani explica que “a versão 1,25 deve ser indicada principalmente para pacientes que já entraram na menopausa, pois o medicamento não estimula o ciclo menstrual”. Ele acrescenta que “aquelas pacientes que apresentarem efeitos colaterais em outros esquemas de TRH, como hipersensibilidade mamária, retenção de líquidos ou sangramento de difícil controle também poderão contar com uma opção mais adequada”. Além dessas indicações, por ser de baixa dose a nova droga poderá beneficiar mulheres de faixa etária avançada ou com sintomas climatéricos discretos.

O medicamento também é indicado quando ocorre a troca de esquema cíclico para contínuo. O Dr. Achilles Machado explica que “na pré-menopausa, o ideal é imitar o ciclo menstrual até o endométrio não responder mais aos estímulos dos hormônios. Isso porque, nessa fase, a mulher continua tendo sangramento, porém são ciclos irregulares, às vezes bastante volumosos. Por isso, é necessário controlá-los”.

Informações fornecidas pelo próprio laboratório. Para sua segurança, consulte seu médico de confiança.


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