Bons hábitos evitam a má digestão

Redação O Estado do Paraná Publicação 25/01/2006 às 00:00:00 Atualizado 19/01/2013 às 20:58:38


Um aparelho digestivo doente é obviamente incapaz de cumprir sua função adequadamente.
Quem nunca sentiu dores abdominais, estômago pesado ou sensação de mal-estar depois de uma alimentação inadequada? Esses sintomas podem indicar uma má digestão dos alimentos ou maus hábitos ao comer, priorizando frituras, não mastigando bem os alimentos ou ingerindo grandes quantidades de líquidos ou bebidas alcoólicas. Segundo a endocrinologista Roberta Frota, dispepsia é o termo usado para caracterizar o quadro clínico de dor e queimação na região do estômago ou esôfago. “Em alguns casos, a dor é tão forte que pode ser confundida com angina e infarto”, revela.

A digestão é o mecanismo que processa os alimentos ingeridos, formados por moléculas de carboidratos, gorduras e proteínas. O processo começa na boca e termina no intestino, e envolve várias substâncias como saliva, suco gástrico, bile e enzimas. “A má digestão pode resultar, por exemplo, no retardo no esvaziamento gástrico, prejuízo causado pela má acomodação dos alimentos ou estresse”, conta Maria Tereza Nunes, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (SBEM).

Os especialistas garantem que não há doente com boa digestão. Ela é uma das atividades orgânicas mais importantes. O sistema digestivo doente dá origem à ofensiva causadora de um percentual significativo de alterações fisiológicas.

O resto fica por conta do mental e do emocional. Por isso, é preciso cultivar a saúde com hábitos saudáveis no dia-a-dia, afinal o restabelecimento da saúde e sua manutenção dependem da qualidade e pureza do sangue, indispensáveis à vida e longevidade.

Somos o que comemos

A endocrinologista comenta que só se adquirem esses atributos mediante uma vida regrada e alimentação natural cuidadosamente escolhida, corretamente produzida, consumida na quantidade adequada, devidamente mastigada e digerida. “Aquela máxima de que somos o que comemos é a pura realidade”, no entender da médica. Com efeito, a alimentação inadequada tem levado a índices assustadores de pessoas com distúrbios digestivos.

Dados da SBEM atestam que mais de 95% da população sofre as conseqüências da má digestão. Por herança genética, os sintomas têm início na infância e se manifestam em forma de refluxo, colite, desarranjo intestinal e outras disfunções, que causam sérios prejuízos ao corpo no tocante ao seu desenvolvimento geral, incapacitado de absorver nutrientes. Assim, vitaminas, proteínas e sais minerais, que constituem a nutrição, deixam de ser incorporados ao organismo, podendo levar a graves distúrbios.

Os nutricionistas concordam que só há nutrição se houver digestão. Caso contrário, o alimento se degenera e se transforma em gases, ácidos e outras substâncias venenosas que prejudicam a saúde. “Uma pessoa que segue uma alimentação equilibrada, pratica exercícios regularmente, não ingere bebidas alcoólicas, não fuma e mantém o peso adequado, geralmente tem a digestão normal”, diz a especialista. Portanto, quem está acima do peso, alimenta-se mal, ingere com freqüência gorduras e frituras, condimentos, conservantes, álcool, bebidas gasosas, é fumante e sedentário, pode apresentar queixas freqüentes de dispepsia. Adotar algumas medidas simples no dia-a-dia pode auxiliar na prevenção desse problema, que pode surgir como reflexo de uma vida agitada, onde as refeições, nem sempre saudáveis, são feitas às pressas, sem que as pessoas prestem muita atenção aos alimentos que estão ingerindo.

SINTOMAS DA MÁ DIGESTÃO

* Dores abdominais.

* Desconforto.

* Queimação (azia).

* Distenção abdominal (estufamento).

* Sensação de estômago cheio (empachamento).

* Sensação de refluxo.

* Gases.

* Eructações (arrotos).

* Náuseas.

* Vômitos.

Para uma digestão adequada

* Mastigue os alimentos devagar.

* Evite alimentos gordurosos e frituras.

* Faça as refeições em horários regulares.

* Não exagere nos líquidos durante as refeições.

* Não se alimente com exagero antes de ir deitar.

* Evite exageros à mesa.


Publicidade

Publicidade

Comente a notícia