Michelle Pucci, doce e forte voz

Redação O Estado do Paraná Publicação 23/04/2006 - 00h00 Atualizado 19/01/2013 - 21h01


Michelle Pucci se apresenta
no José Maria Santos.

Quando criança, Michelle Pucci adorava ficar grudada no alto-falante inventando vozes diferentes. Descobriu aos 12 anos, em um coro de igreja, que as tais vozes eram, na verdade, terças e quintas, que são intervalos musicais. A mãe até se cansava das tais cantorias da menina. Se estava feliz, cantava. Se estava triste, entoava pela casa canções melancólicas.

O tempo passou e ela experimentou várias vertentes musicais. Passeou pela Pankrish (banda de rock pesado), pela Nega Fulô (clássicos dos anos 70 e 80) e pelo Caxaprego (música de raiz). Neste meio-tempo, descobriu a vocação de atriz e decidiu unir as duas profissões.

Agora ela prepara o show Respiro, seu primeiro trabalho solo, que acontecerá nos próximos dias 28 e 29, no Teatro José Maria Santos. No repertório, Dolores Duran, Gilberto Gil, Carlos Careca, Mulheres Negras, Marcelo Sandman, Domingo Pellegrini entre outros.

Michelle conta que a idéia do show surgiu há um ano. Primeiro, ela escolheu as músicas e chamou algumas pessoas com quem gostaria de trabalhar. Com a equipe formada - Bruno Karam (baixo), Carlos Leme (piano), Flávia Diniz (percussão), Ulisses Galetto (direção musical) - começaram os ensaios. A preparação vocal ficou a cargo das experientes Liane Guariente e Babaya.

Mas a concepção do show foi crescendo e foi preciso agregar mais profissionais para cuidar de detalhes e do acabamento de Respiro. E Jaqueline Daher foi chamada para assumir a direção geral. “Não faria nada sem as pessoas com as quais estou trabalhando, porque existe uma diferença em ser integrante de um grupo e ser uma intérprete independente.’’

O gosto pela música começou com os discos de vinil do pai, que ouvia de Plácido Domingo a Raul Seixas, passando por Maria Bethânia, Clara Nunes e Elis Regina. E foi justamente ela, Elis Regina, que se tornaria a mestra de Michelle. “Ela foi uma intérprete genial’’, fala com admiração. Confessa ainda que escolhe as músicas pelo que as letras dizem, independente do compositor. “Construo meu trabalho baseado nas referências que surgem nas minhas pesquisas e de conversas com profissionais de diversas áreas’’, conta.

Um dos grandes trunfos da cantora, além da beleza, é saber associar a parte cantora com a parte atriz. Ela admite que neste momento começa a encontrar o equilíbrio entre cantar e atuar, porque até há pouco tempo achava que a atriz atrapalha a cantora e vice-versa. “Hoje tenho certeza que uma complementa a outra, o que torna o trabalho mais consistente.’’

Após as duas apresentações no Teatro José Maria Santos, o show Respiro será apresentado no projeto Terça Brasileira, no Teatro Paiol, e depois circulará por São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Serviço

Show Respiro - Teatro José Maria Santos - Dias 28 e 29 de abril às 21h - Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00.


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