Suspensa regularização de carros rebaixados

Renyere Trovão Publicação 19/09/2013 às 00:00:00 Atualizado 22/09/2013 às 07:18:10

O universo dos carros rebaixados foi surpreendido com uma medida do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) suspendendo por 90 dias a regularização das modificações feitas nas características originais do veículo. Com isso, até dezembro estão canceladas as emissões do CSV (Certificado de Segurança Veicular), documento concedido pelo Inmetro que permite ao Detran incluir no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV) as alterações da estrutura.

A decisão, em vigor desde o dia 30 de agosto, vale não só para quem pretendia mexer na suspensão, mas também para o proprietário que estava na fase final do processo de regularização. Isso significa ter pago a taxa para o pedido da autorização prévia no Detran (R$ 16,38), a de autorização para o CSV (R$ 37,50) e ainda ter efetuado a alteração no veículo, cujo custo do serviço em Curitiba varia de R$ 500 a R$ 2 mil. Soma-se também a cobrança de R$ 200 a R$ 250 para a emissão do laudo de inspeção.

Somente os processos de regularização que estavam em trâmite no Detran, com a vistoria aprovada e o registro protocolado até o dia de 30 de agosto, terão as modificações inseridas no documento do carro (procedimento que exige o pagamento de outra taxa, agora de R$ 181,24), garante Cícero Pereira da Silva, coordenador de Veículos do Detran-PR. Da mesma forma, os registros emitidos antes dessa data continuam valendo e o condutor não corre o risco de ser autuado (multa de R$ 191,54 e 7 pontos na carteira) e ter o automóvel recolhido em uma blitz policial.

Taxa na mão


A saída para quem não protocolou a tempo ou foi reprovado na inspeção, porém já havia agendado uma nova vistoria, é esperar o fim da suspensão para dar prosseguimento ao processo ou então buscar uma solução via judicial. “A taxa será reaproveitada quando retornar o procedimento, já o laudo aprovado tem validade de 30 dias”, informa o Detran-PR.

Em nota, o Contran justificou a proibição como sendo uma medida cautelar que “possibilitará no período de três meses estudos mais acurados a respeito do tema”. O Conselho entende que as alterações, em muitos casos, estavam em desacordo com a regulamentação vigente.

Segurança

Para Daniel Guimarães Ariede, gerente da MG Inspeções, empresa curitibana credenciada pelo Inmetro, o Contran estaria buscando critérios que deem mais segurança e confiabilidade na hora de liberar um veículo rebaixado ou elevado. “Acredito que a lei foi congelada porque há brechas na legislação que possibilitam diferentes interpretações do que pode e o que não pode”, afirma. Ele entende que muitas multas são aplicadas indevidamente, mesmo o veículo estando dentro das normas estabelecidas.

Ariede conta que a inspeção veicular já é bastante criteriosa e que por isso o índice de carros reprovados chega a 40% de um volume de 60 unidades vistoriadas por mês na MG. Ele explica que, além de verificar a altura da suspensão, também é feita a análise de outros componentes que podem afetar a segurança durante a condução, como os freios. Até a estrutura do veículo é inspecionada para certificar se ela não está comprometida devido a um acidente, por exemplo. “Uma vez reprovado, o proprietário tem o prazo de 30 dias para corrigir o problema e voltar para uma nova avaliação”.

Uma das maneiras, segundo o gerente, para facilitar o processo de inspeção e também de fiscalização é a certificação pelo Inmetro das marcas de kit de molas esportivo que podem ser usadas e são seguras, assim como faz com as cadeirinhas de criança. “Não temos como rastrear as inúmeras marcas utilizadas hoje no mercado. Identificar as peças autorizadas com logotipo e número de série ajudaria bastante tanto as empresas que oferecem o serviço quanto as que inspecionam”, ressalta.

O que é


O rebaixamento consiste na colocação de molas mais curtas para que o carro chegue ao limite máximo de 50 cm do chão (contados a partir do limite inferior do farol). A Resolução 292 do Código de Trânsito, atualizada pela 319, permite apenas o chamado “modo fixo”, ou seja, não se pode usar sistemas de regulagem de altura.


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Esta notícia já contém 6 comentários.

  • jose mozer
    23/09/2013 - 08:43

    Para um carro ser vendido no Brasil é necessário alterar o projeto original para adapta-lo à realidade das estradas brasileiras, ou seja, aumentar a altura do carro. Em nenhum pais de primeiro mundo os carros são tão autos como aqui.

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  • jose mozer
    23/09/2013 - 08:40

    Os únicos carros que respeitam os limites de velocidade são os rebaixados. Tenho certeza que mais de 95% dos acidentes com vitimas graves e fatais envolvem carros originais de retardados que não respeitam os limites de velocidade.

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  • Elton Roque
    23/09/2013 - 07:03

    É complicado, vc ter que parar o carro, para o cara passar de ladinho na lombada pq o carro é rebaixado.... e outra vez tive que freiar bruscamente o carro pq o cara no sentido contrário fez essa manobra e invadiu meu lado na lombada. É seguro isso?

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  • Coxa, O Maior e o Mais Invejado
    20/09/2013 - 19:35

    É isso aí. Quem quiser carro diferenciado que entre para o automobilismo de competição e vá se exibir dentro de um autódromo. As ruas são para os veículos normais, de passeio e de trabalho. SOM ALTO TAMBÉM deve ser PROIBIDO!!

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  • Reginaldo Amauri
    19/09/2013 - 19:07

    deviam acabar com os jacu oys tambem.....coisa mais repugnante ouvir aquelas porcarias de musica....se e que da pra chamar aquilo de musica

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